Secretário de Agricultura vai a Expopampa e premia campeões de marcha picada do Brasil

Secretário de Agricultura vai a Expopampa e premia campeões de marcha picada do Brasil

Apesar da seca, a Exposição reuniu mais de 200 animais da raça.

O secretário de agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, visitou, neste domingo (5), a 4ª Exposição de Cavalos da raça Pampa (Expopampa) e participou da premiação aos melhores da raça, no Parque de Exposições João Martins da Silva, em Feira de Santana.

Na oportunidade, o secretário destacou que, mesmo com longa estiagem enfrentada na Bahia nos últimos meses, as associações de criadores, Associação Brasileira de Cavalos da Raça Pampa (ABC Pampa) e a Associação Baiana de Criadores de Cavalos da Raça Pampa, organizadoras do evento, conseguiram reunir animais de alta qualidade oriundos de várias partes do Brasil. Segundo ele, isso prova que a criação de equinos é motivo de orgulho para o estado, tendo em vista sua promoção de emprego e renda, que coloca a Bahia como referência no cenário nacional.

Conforme Bruno Machado, diretor técnico da Expopampa, há cerca de 1.500 animais da raça no Estado da Bahia, sendo que os animais de marcha picada são hoje os maiores campeões de prêmios conquistados pelo Brasil, número que segundo ele, cresce a cada ano. Nesta edição, cerca de 230 cavalos foram julgados e os vencedores levaram para casa motos e TVs como prêmio pela excelência na categoria campeão jovem e adulto de marcha picada do Brasil.

Machado ressalta que o objetivo da exposição é promover o encontro de produtores de equinos da raça Pampa e animais de marcha picada, disponibilizando material genético de qualidade aos criadores da Bahia, bem como promover o fomento ao uso do cavalo Pampa para passeios, esportes, lazer, trabalho e competições, entre outras atividades. "A raça vem crescendo de forma significativa em nosso estado, estando atualmente em quarto lugar no ranking de número de criadores em âmbito nacional. Isso ficou demonstrado nas últimas exposições especializadas realizadas em Itabuna e Feira de Santana, com a participação aproximada de 200 animais de todas as partes do Estado", afirmou o diretor técnico da Espopampa.

Para Ângelo Calmon, presidente da Associação Baiana de Criadores de Cavalos Pampa, o evento destaca-se no cenário baiano pela grande importância para a equinocultura estadual, já que a Bahia possui o segundo maior efetivo de eqüinos, com 586.643 cabeças, perdendo apenas para Minas Gerais (800 mil). O Estado concentra 10% de todos os eqüinos do Brasil, e o municípios que detêm os maiores plantéis são Feira de Santana, Serra do Ramalho, Vitória da Conquista, Riacho de Santana, Maracás, São Francisco do Conde, Itambé, São Gonçalo dos Campos, Jaguaquara e Tanhaçu. Só em Feira de Santana, segunda cidade do País com mais eqüinos, são 17 mil animais, o equivalente a 0,3% do número de eqüinos no Brasil, assegura.

Segundo Calmon, a realização do evento em Feira de Santana se deu pela localização estratégica do município, que ofereceinfraestrutura e receptividade aos criadores participantes da Expopampa. "Pode-se dizer que a Bahia se apresenta como vanguardista na criação de Pampas, por ser o berço dos melhores exemplares da raça no segmento de marcha picada. Quando os criadores baianos competem em campeonatos nacionais, se destacam pela desenvoltura do animal na pista e também por conta da pelagem de qualidade e do seu trote preciso", enfatizou Calmon.

Conforme os organizadores, a Expopampa é considerada expoente da raça por congregar outras como a Mangalarga Marchador e Campolina.

Agronegócio do cavalo

Segundo a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP) - a criação de cavalos gera 641 mil empregos direto no País. Esse número significa seis vezes mais que os empregos da indústria automotiva e 20 vezes mais que os da aviação civil. A soma de postos diretos e indiretos no ramo chega a 3,2 milhões de empregos.

O agronegócio cavalo é tão vasto que pode ser dividido em 25 segmentos, incluindo a produção de carne eqüina (o Brasil é o quinto maior exportador da carne). Com isso, a eqüinocultura fica ao lado de complexos como os da soja e o da carne. Para se ter uma ideia, no ano de 2005, o ramo faturou mais do que o negócio de bovinos vivos, flores e plantas, mel de abelha, trigo, cachaça, mamão e banana, ainda de acordo com o estudo.

A eqüinocultura baiana segue a tendência nacional, com valorização do esporte e lazer. A criação de cavalos de raça, tida como hobby de milionários, é, em verdade, atividade de inclusão social e responsável por mudanças estruturais nas fazendas e no campo.

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