Cruzamento industrial de bovinos: caso de sucesso é descrito em artigo

Cruzamento industrial de bovinos: caso de sucesso é descrito em artigo

Após alguns fracassos no passado por falta de conhecimento e falhas na condução da tecnologia, o cruzamento industrial de bovinos vem ganhando espaço novamente com reconhecimento unânime de que é responsável pela produção de carcaças jovens, pesadas e com bom acabamento de gordura, na intenção de atender o consumidor final cada vez mais exigente quanto à qualidade da carne. Em uma propriedade localizada no município de Ribas do Rio Pardo, Mato Grosso do Sul, essa tecnologia vem sendo aplicada há 15 anos.


No início o cruzamento era feito entre vacas Nelore e touros Brangus. Atualmente as matrizes são submetidas à Inseminação Artificial em Tempo Fixo com sêmen de animais da raça Aberdeen Angus e repassadas em seguida com touros das raças Senepol e Braford. Com isso se produz 100% de animais cruzados, onde todos os machos e fêmeas são recriados, terminados e abatidos entre 24 e 30 meses de idade em regime de pasto, suplementados com protéicos e energéticos, dependendo da época do ano.

Desde a fase de amamentação, os bezerros são suplementados em sistema creep feeding e na terminação os suplementos utilizados variam o consumo entre 1 a 3g por quilo de peso vivo. Além das pastagens corrigidas e adubadas e cuidados sanitários fazerem parte do sucesso da atividade.


A reposição de fêmeas para reprodução era anteriormente feita com animais do próprio rebanho, onde 30% dos touros eram da raça Nelore e garantiam as futuras matrizes. Atualmente é feita através da compra de bezerras que são recriadas e selecionadas para entrarem em reprodução. Dessa forma o investimento na aquisição dos animais é menor e aquelas descartadas por características raciais ou reprodutivas e as que não concebem na primeira estação de monta são abatidas também como precoces.


A maior produção em kg/ha de bezerros produzidos compensa a pequena redução no índice de prenhez causado pela utilização de touros europeus no repasse.
Nesse contexto, além de facilitar a reposição, eliminou-se os riscos de consangüinidade e aumentou-se a quantidade de animais cruzados abatidos precocemente, que além dos ganhos inerentes aos animais, ainda possui valor agregado pelo Programa do Novilho Precoce do Estado e pela parceria com a Associação Sul-mato-grossense do Produtores de Novilho Precoce (Novilho Precoce MS), que participam com cerca de 4 e 7% do lucro da fazenda, respectivamente.

FONTE - CENBTRO RURAL

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