Ações de defesa agropecuária dos EUA são compartilhadas com os servidores da Adab

Ações de defesa agropecuária dos EUA são compartilhadas com os servidores da Adab

A Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), vinculada à Secretaria da Agricultura (Seagri), proporcionou para seus funcionários uma palestra sobre o Sistema de Defesa Agropecuária dos Estados Unidos, no auditório da EBDA em Ondina. Convidado pela diretoria, o médico veterinário do Sistema de Defesa Agropecuária da Flórida, Alexandre Máximo de Oliveira, conversou sobre a realidade agropecuária e procedimentos nas atividades de prevenção, controle e erradicação das doenças e zoonoses. 

Nos Estados Unidos todos os médicos veterinários do Serviço Veterinário Oficial (SVO) passam por um treinamento para vivenciar situações, reconhecendo as doenças e adotando as medidas cabíveis. "Existe um laboratório de segurança máxima onde animais são contaminados com as principais enfermidades para os profissionais aplicarem os métodos de combate, seguindo os protocolos, e realizarem as coletas necessárias para diagnóstico", afirmou Alexandre. "Eu posso dizer que tive a experiência de acompanhar um caso de Febre Aftosa, Peste Suína Clássica e Doença de Newcastle(Aves), doenças erradicadas nos EUA". 

"Nossa maior preocupação é com o que entrada no país. Existe uma fiscalização rigorosa, pois a Flórida tem muitos portos e é a porta de entrada de turistas que podem trazer vírus ou parasitas, inclusive em animais de estimação", enfatizou Oliveira. "Na Flórida acompanhamos animais silvestres e selvagens e nem os bichos de estimação ficam de fora".

 

A população da Flórida já tem a consciência da importância do trabalho realizado em defesa e o criador tem o comprometimento com a sanidade de todo rebanho. "Nosso foco principal está no abate. "Não pode existir a possibilidade de o alimento contaminado chegar à mesa da população. O maior rigor está na triagem dos animais, ao realizarmos diversos exames antes do abate", ressaltou o veterinário convidado, lembrando que 99% do abate realizado no Estado são inspecionados e o restante, 1%, é para consumo próprio.

 

"Os procedimentos são similares ao Sistema de Defesa realizado pelo Brasil. Apreendemos muito com a experiência de um país evoluído e podemos trazer as novas tendências para nossa realidade. Conhecer o trabalho realizado por outros órgãos oficiais é sempre um bom exemplo para a evolução do nosso trabalho", finalizou o diretor geral da Adab, Paulo Emílio Torres.

 

Ao encerrar a palestra, o diretor geral da Adab provocou o interesse em estabelecer uma cooperação técnica entre os Estado da Flórida e a Bahia para os profissionais compartilharem experiências em defesa agropecuária.

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